Quando os Robôs tomarem conta!

Uma linha de montagem em uma fábrica consiste de tarefas e atividades rotineiras, sequências, repetitivas e precisas, estas operações mecânicas já são feitas por robôs automatizados, grandes braços mecânicos que obedecem a comandos específicos com uma finalidade precisa e certeira, sendo instruídos a executarem tarefas sequencias e repetitivas, é tamanha a precisão dos seus movimentos que não mais conseguimos imaginar pessoas executando tais tarefas, estas máquinas projetadas e programadas para realizarem movimentos matematicamente calculados e executarem algum serviço, fazem isto tão bem feito que deixariam qualquer operário, anterior a era dos robôs, perplexo e admirado, tamanho o espanto ao observar o trabalho destas máquinas. A evolução na linha de produção das industrias tem crescido espantosamente de modo que, quase todo o processo de fabricação pode ser automatizado e realizado por robôs, exceto encaixes e ajustes mais precisos e que envolvam um trabalho não padronizado, neste aspecto, fica a reflexão, até aonde serão os robôs capaz de substituir o trabalho humano nas fábricas e tomarem conta de toda a linha de produção? talvez esta resposta não esteja ao alcance de uma análise simplista e objetiva, mas uma coisa é certa, a automação será cada vez mais intensa e substituirá cada vez mais as pessoas na linha de fabricação, visto que os robôs são precisos, incansáveis e não tiram férias, mas o que será dos antigos operários que executavam as tarefas ordinárias que agora são realizadas por robôs? Terão cada vez mais que se especializar e buscar conhecimento, não haverá mais espaço e lugar para operários nas linhas de produção, o operário será substituído por robôs, e os robôs serão programados, configurados e instruídos a realizarem os movimentos e executarem as tarefas dos operários, mas alguém terá que programar, configurar e instruir os robôs, de foma que cada vez mais, o antes operário, realizador e executor, de tarefas ordinárias e repetitivas, deverá agora ser um especialista em programar, configurar e instruir robôs, deverá deixar de ser um operário mecânico para ser especialista em automação industrial, mas para isto, terão que ser investidos tempo em educação e estudo, não mais haverá espaço e lugar para quem não buscar conhecimento e também alguma especialização na área de automação industrial, os robôs tomarão conta e substituirão gradativamente o homem nesta tarefa, esta realidade é já percebida em grandes industrias, mas os robôs não passam disso, de máquinas programadas para executarem tarefas repetitivas. Ainda esta longe o tempo de um robô querer ter a capacidade de um homem ou mulher, em razão do simples fato que robôs nasceram e existem para tornar a vida mais simples e fácil, neste aspecto os avanços em automação serão sempre constantes, é inimaginável algum dia o homem começar a ser programado por robôs, aonde os robôs passaram a tomar conta, é claro que a evolução não vai cessar, que a tecnologia avança a passos largos, e desta forma é preciso repensar o futuro da humanidade, no que concerne qual será o papel do ser humano no futuro, como será a educação que deverá ser ensinada nas escolas, aquela que ensina a somente programar e a instruir máquinas, a construir maquinas cada vez mais sofisticadas, sem nenhuma preocupação com a questão humana, com a questão emocional e existencial que tanto faz parte da vida humana, ou se mudaram os métodos e as práticas educativas, com o propósito de ensinar e apregoar que máquinas são máquinas, tem uma utilidade, tem uma aplicação, mas não passam disso, e quem deve estar no comando, é o homem, pois no momento que o homem ambicionar a tornar as máquinas superiores ao homem, talvez tenhamos perdido a noção do que é essencial, que é a vida, pois máquinas, são um amontoado de engrenagens, peças, circuitos, sensores, que precisam ser lubrificadas, e precisam de energia elétrica, sem qual não podem funcionar, máquinas não setem dor, não sentem remorso, não setem amor, fazem tudo da forma mais mecânica e precisa que for necessário, mesmo os ditos sistemas especialistas ou a inteligência artificial, não poderá entender ou contar uma piada e rir dos seus próprios erros, por isto, assim como evoluímos na capacidade de criar máquinas cada vez mais sofisticadas, também precisamos desenvolver melhor a nossa capacidade de aperfeiçoar nosso sistema de ensino e aprendizado, de forma a distinguir entre homens e máquinas, de seres humanos e robôs, e desta forma nos orientar para um futuro que caminha a passos largos e ligeiros, o tempo não é mais um aliado e precisa ser trabalhado com respeito as necessidade futuras de nós seres humanos.

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