Separação do Interesse da Coisa Pública do Interesse da Coisa Privada

A atividade pública deve atender e se incumbir de satisfazer à coisa pública, do interesse coletivo e público, nas questões que envolvem a população e o estado brasileiro, não pode e não deve envolver-se na questão da coisa privada e particular, restringindo sua participação no que tange a atender as demandas e necessidades da população e o estado brasileiro, limitando-se somente a regular, controlar, fiscalizar, orientar e buscar atender os interesses públicos no que tange a segurança, educação, saúde e bem estar social, tudo isto com o envolvimento e participação da população, que o interesse privado e particular seja regulado, protegido e garantido, nestas questões o diálogo, a negociação, a participação da coisa privada são fundamentais, mas jamais interferir, influir ou querer impor a vontade de um ou sobre o outro, sobre a vontade da coletividade, sendo esta coletividade privada e de interesse particular, estas questões já foram amplamente discutidas, debatidas e resolvidas, por conta da queda da Bastilha, na época da revolução francesa, aonde foram garantidos os direitos a propriedade e a coisa privada, sem que o estado possa negligenciar os direitos do particular e da pessoa, mas mesmo assim tende o interesse público a querer muitas vezes sobrepujar o interesse privado, através de ações que extrapolem as limitações impostas pela lei, pela ordem e pela constituição, pois estas conquistas e avanços somente foram possíveis tendo o mundo já enfrentado, passado e registrado na sua história inúmeros conflitos relacionados a este tema. O comunismo faliu e os países socialistas hoje mais do que nunca perceberam que o trabalho e a competência esta relacionado com a capacidade individual de cada um, que através do seu esforço, do seu trabalho e da sua inteligência, conseguem produzir mais e melhor, do que tratando todos como iguais e da mesma forma, e querendo que todos sejam merecedores de uma recompensa que notadamente teve o empenho e o esforço desproporcional desempenhado por cada um.  

A coisa pública quando negligenciada e sobrepujada através do interesse privado, tende a criar distorções e situações de extrema gravidade na sociedade, pois as necessidades de uma sociedade que devem ser atendidas pela coisa pública ficam de lado, esquecidas e negligenciadas, o que notadamente ocorrerá em atos de corrupção para buscar vantagens e barganhas, para o interesse particular, sendo que neste caso, o particular deveria atender ao interesse público, é o caso de administradores e agentes públicos que se valem do seu cargo e sua posição para enriquecer com o dinheiro público. Esta realidade é percebida no Brasil abertamente, aonde vemos constantemente as notícias de violência, de descaso e de falta de investimentos e atenção ao interesse coletivo e público, pois quando o estado é negligente e inconsequente, quem sofre é a população, que não é atendida na mais básicas das atenções, como segurança, educação, saúde e infraestrutura para justamente não incorrer em situações de pessoas morando em favelas, palafitas e ou tendo seu direitos negados ou esquecidos, quando não, buscam através da violência uma saída para os conflitos e as distorções incrustadas na sociedade, pois quando uns percebem que a atenção é devotada a uma parcela da população, enquanto outros são esquecidos e deixados de lado, ocasionando todos os problemas e ocorrências vivenciados e percebidos na vida cotiana do brasileiro, que sofre com um transporte público de má qualidade, com uma educação de baixa qualidade, com uma segurança pública deficitária em qualidade e também a ausência politicas públicas para uma vida mais digna e com a devida qualidade de vida que todos merecem e desejam ter. A coisa pública e o estado, devem e tem a atribuição de justamente atender a todos para oportunizar e favorecer em igualdade de condições o desenvolvimento de todos os cidadãos, que tendo tido as mesmas oportunidades sobre as mesmas condições, poderão disputar e enfrentar a vida com mais condições de conseguirem realizar-se, seja profissionalmente como também socialmente.

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