Política Pé no Chão - Razão e Prática !
Em Política, se tratando de política, muitos acham que deve ser aquela praticada com Grandes Eloquências e Proposições Homéricas, visando um Grande Acontecimento para se constituir num Grande Ato Político, envolvendo pessoas cultas e eruditas, conhecedoras de uma profunda cultura literária, ao qual, citam em seus discursos estes homens, pensadores do passado, que em seu tempo escreveram tais pensamentos, mas isto é enganoso, a verdadeira política deve sobreviver das coisas miúdas e pequenas, dos aspectos cotidianos, envolvendo as necessidades e preocupações que uma população tem, para que esta gente(povo) seja atendida e suprida nas suas necessidades, e não uma erudição elevada, que nada tem haver, com o que acontece e se passa na sociedade, cuja mesma padece e sofre com as consequências da divagação e nuveição(cabeça nas nuvens) de seus políticos, que acreditam estarem defendendo coisas nobres, numa eloquência intelectual sem os pés na realidade, nos fatos e no que acontece na sociedade, pois esta intelectualidade toda, de nada serve e para nada se presta, a uma sociedade que padece e carece de coisas básicas e cotidianas, como escolas, creches, postos de saúde, hospitais, segurança pública, iluminação pública, asfalto, calçamento, áreas de laser e diversão, parques, bem como, preocupação com qualidade na segurança pública , educação e saúde, com questões de ordem pública, envolvendo atendimento público, com um contingente suficiente e necessário de profissionais, que possam oferecer este atendimento a população, bem como, outras preocupações envolvendo as calamidades públicas, endemias e pandemias, desastres e catástrofes, limpeza e conservação, manutenção e cuidados com os serviços que deve oferecer a população, coisas notórias e elementares, que estas sim, devem ser as preocupações e atenções que a política deve devotar a seus cidadãos, e não, sua erudição, conhecimento bibliográfico e história com político.
O Brasil tem muitos problemas e isto esta estampado nos jornais e nas manchetes televisivas, mas que, alguns preferem viver uma vida superior, indiferente e de desconhecimento desta realidade, pois mais se preocupam com a vida alheia, com o carro do vizinho, com a casa do vizinho, com a viagem do vizinho, com a escola das crianças do vizinho, do quê, cuidar da sua vida e dos cidadãos deste país, em função de quê, exercem uma vida pública, dedicada ao público, recebendo recursos públicos, cuja atenção e dedicação tem que estar voltada para o bem público, envolvendo as questões que tanto notorisam as manchetes dos jornais em nossa sociedade, que é a violência, a educação, saúde, saneamento e questões de infraestrutura, para o bem estar da cidadão, mas como sabemos, isto não tem sido assim, porque os problemas se avolumam e sempre estão em pauta, ao qual, ninguém parece se preocupar, pois a erudição e a intelectualização, a estas questões, faz eles suporem que isto se resolve com pensamento e discurso, e não com ação, dedicação e interação, indo e vendo as coisas, percebendo as necessidades, bem como, se dedicando a resolver e sanar estas necessidades, coisas básicas, mas que para alguns, esta abaixo da sua estatura parlamentar e executiva, no que diz respeito a sua posição e altivez politica.
Conhecer e entender a realidade aonde se vive, buscar e encontrar soluções que visem sanar e resolver os problemas, dificuldades e deficiências constatadas, propor saídas e negociar opções para que resolva esta situação, sair e olhar, ver e enxergar, isto tudo é trabalho de quem quer fazer uma política em prol do que é público, do que é do povo, para atender o bem coletivo, aliado a uma postura de desapego e consideração ao outro, ao que é do povo, para fazer o bem e favorecer a coisa pública, e nada mais, pode ser tão proativo, quanto a boa vontade e a boa intenção, em se dispor e querer ajudar o povo, o que é do povo, fazendo o bem para o povo, mas e porém, quando o interesse pessoal, quando se visa conseguir e conquistar poder, pelo poder, sem que deixe de lado seus interesses pessoais, mas que abrace a causa pública; o que vemos, é a falta de ações e consideração pelo que é do povo, negligenciando e desdenhando, enxergando mas não querendo ver, esquecendo qual é a função e obrigação, de quem ganha e recebe dinheiro público, recursos dos impostos, pagos pelo contribuinte, estes que aos políticos confiaram tamanha responsabilidade, lhes confiando o voto, sem que estes se dediquem e concentrem seus esforços durante o seu mandado para mudar e transformar a realidade existente.
Uma politica pé no Chão implica em que cada ente político atue na sua área de incumbência no tocante a sua função e obrigação envolvendo o posto político que almeja e ou tenha conquistado, por isto, o voto distrital é fundamental e importante, para que defina território e abrangência de atuação, bem como, o nível ao qual deve se preocupar, envolvendo as esferas federais, estaduais e municipais.
Política transforma, política muda, política pode tornar algo ruim em bom, desde que se faça visando atender o bem público, com a intenção de organizar e planejar, objetivando tornar algo errado em certo, algo ruim em bom, algo problemático em solução, mas com boa vontade e intenção de ajudar e favorecer a coisa pública.
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