Ciência Econômica Básica

Em economia não se brinca, e isto vem de aprendizado, por tudo o que o Brasil já passou e lidou, cuja história tem nos seus registros, esta lição, que deixou como nota, um aprendizado de recuperação no vermelho, que foi a de não desafiar as leis econômicas, tal como é na física, pois o desafio destas leis irá ter efeitos nocivos para economia, de modo que, gastar mais do que se arrecada, implica em não ter o suficiente para pagar as contas, e emprestar para se endividar, sem ter controle em como pagar, irá consequentemente aumentar a dívida, que no fim, se tornará impagável. 

E a Argentina esta tentando enganar e driblar esta lei fundamental da economia, visto que congelar preços, só irá postergar e adiar o problema; e se foi nisso que pensaram, em ganhar tempo, para então providenciar os ajustes necessários; muito bem, mas se acham que num passe de mágica as coisas iram se resolver; estão completamente enganados, isto porque é preciso cortar gastos, diminuir as despesas, minimizar os custos, de tal forma, que se possa ter perspectivas quanto a poder ter receita e lucro, a fim de pagar o que deve, e ainda poder fazer investimentos.

Ao se cortar gastos, estará também diminuindo a necessidade de empréstimos, que consequentemente, não ira precisar pagar juros; e se os juros estiverem altos, mais gastos em despesas com juros; que ao se impor o corte de gastos e conseguindo pagar as despesas, poderá voltar a ter sobra para investir e oportunizar novos negócios. Que no caso da Argentina é uma questão de credibilidade e confiança, pois para rolar sua divida, esta precisa compensar os investidores de sua dívida, com juros altos, pelo risco que correm, e ao demonstrar  que irá honrar compromissos,  agindo com esta intenção através do corte de despesas, atrairá investidores para os títulos de sua dívida soberana, podendo até oferecer juros que atentem para este aspecto de risco, que quanto menor o risco, menor os juros, além de por seguinte; diminuir o impacto inflacionário, já que juros quanto mais altos, mais pressão inflacionaria estarão ocasionando, e quanto menor os juros, menor a pressão sobre a inflação nos preços.

A oferta e demanda se ajustam por custo e ganho, haja vista que quanto maior o custo, maior a necessidade de ganho, se o custo sobe, o ganho tem que subir, ou quando, se especula em função da pouca oferta, para uma demanda maior, que com isto, cria-se inflação só para ganhar mais, sem que tenha aumento de custos, isto porque uma crise de abastecimento esta sendo gerada, por falta de investimento, cujos ganhos estão sendo drenados para pagar dívida, em vez de serem investidos, ou havendo direcionamento dos investimentos para operações aonde o risco é menor, a exemplo do "dólar" e investimentos no exterior.

Argentina tem que cortar gastos, controlar despesas e diminuir seu custeio, para que com isto, possa honrar compromissos, rolar a dívida sem necessidade de contrair mais divida, que por consequência, irá conseguir controlar o apetite inflacionário, em função da demonstração de que é confiável e tem intenções claras, para ganhar credibilidade no mercado, cujos investidores irão aparecer, atraídos pela perspectiva de ganhos em uma economia que tem demanda e precisa ter oferta, em função de um governo que sabe o que esta fazendo, pois esta trilhando e fazendo a coisa certa,  administrando a economia com atenção as leis econômicas, que são tão naturais quanto a lei gravitacional que faz a terra girar e se manter presa circundando o sol.

O caso do Brasil tem outra nuance que esta relacionada com alta liquides existente no mercado, ou seja, esta havendo excesso de crédito e dinheiro em circulação, e por isto, o banco central esta aumentando os juros, para enxugar a liquides existente, que desta forma, espera calibrar e ajustar a demanda com a oferta, de forma a controlar a inflação, mas além disso, é preciso governar e administrar direito, com equilíbrio e sensatez, para não assustar o mercado e os investidores.

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